Ainda nado em mar revolto quando estou crescente Ainda deságuo em tempestades quando estou cheia Ainda choro e naufrago quando estou minguante Ainda deixo nascer um pouco de luz em mim quando tudo se renova...
Trouxe pra cá o meu poema preferido de Leminski, para ficar por aqui nestes dias em que a raiva sufocou a rima...
Amor, então, também, acaba? Não, que eu saiba. O que eu sei é que se transforma numa matéria-prima que a vida se encarrega de transformar em raiva. ou em rima.
Eu... escrevo para sentir que existo. Escrever para mim é vício e cura, é uma forma de me saber viva...Como disse Bukowski..."Escrever é algo que deve ser reservado para as noites de pura bebedeira. Embriaguez e solidão são ingredientes-chave. Poemas com rimas ou estórias que tenham começo e fim simplesmente não são para mim."
Aqui você encontrará alguns resultados de madrugadas sem sono e de alguns luares... De alguns eu gosto...de outros não...
Quando não escrevo com palavras, escrevo com luz...
Meus poemas grafados com luz estão em:
www.olhares.com/MagdaRosa